A MPB (Música Popular Brasileira) é um dos estilos mais conhecidos e admirados pela população. Por isso, grandes nomes conquistaram tanto o público nacional quanto o internacional, fazendo sucesso e adquirindo fãs por todo o mundo. Isso não foi diferente com Caetano Veloso. Por isso, hoje vamos mostrar um pouco a trajetória deste fenômeno musical brasileiro.

Caetano Veloso:

No dia 7 de agosto de 1942, em Santo Amaro, Bahia, nasceu Caetano Emanuel Vianna Telles Veloso, um dos músicos mais prestigiados do país. Sendo o quinto dos sete filhos de José Telles Veloso, conhecido como “Seu Zezinho” e de Claudionor Viana Telles Veloso, mais conhecida como “Dona Canô”. Seu pai era funcionário público da Empresa Brasileira dos Correios e Telégrafos.

Desde pequeno, Caetano já mostrava seu interesse por arte, assim, quando sua irmã mais nova nasceu, ele foi peça fundamental na escolha do nome, por causa de sua paixão pela valsa “Maria Bethânia”, do compositor Capiba. Este foi o nome dado a sua irmã que, mais tarde, se tornou cantora como o irmão.

Aos dezesseis anos, ao ouvir na rádio a canção “Chega de Saudade” na voz de Marisa Gata Mansa e ao conhecer o disco homônimo de João Gilberto, o compositor desistiu dos seus planos de trabalhar no cinema para se dedicar a música. Dentre outros nomes que eram suas influências se destaca o “rei do baião”, Luiz Gonzaga. Foi assim que, em 1956, frequentou o auditório da Rádio Nacional, no Rio de Janeiro, que contava com apresentações de grandes nomes da música brasileira.

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O caminho artístico:

Sob a influência de João Gilberto, Caetanos Veloso iniciou sua carreira interpretando nomes da Bossa Nova. Acrescentando uma melodia pop na direção do ativismo político e da conscientização social, transformando-se em um dos fundadores da MPB. Além de sua carreira musical, o cantor também trabalhou como crítico cinematográfico no Jorna Diário de Notícias. Com isso, ele passou a ser respeitado e ouvido pela mídia e pelos críticos.

Durante sua juventude, Caetano Veloso participou de espetáculos semiamadores ao lado de sua irmã, Tom Zé e Gilberto Gil, fazendo parte do elenco “Nós, por exemplo”, “Mora na filosofia” e “Nova bossa velha, velha bossa nova” em 1964.

Seu primeiro trabalho musical foi na trilha sonora da peça Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, o qual Bethânia participou. Ele também escreveu a trilha da peça “A exceção e a regra”, do Bertolt Brecht, dirigido por Álvaro Guimarães, na mesma época em que entrou para a faculdade de filosofia na Universidade Federal da Bahia.

O Tropicalismo:

Em 1967, Caetano gravou seu primeiro LP em parceria com Gal Costa, no entanto, neste mesmo ano, gravou seu disco individual que levava seu próprio nome. Dentre as músicas contidas neste LP, “Alegria, Alegria” foi tocada no Festival de Música Popular Brasileira da TV Record que, junto com Gilberto Gil, levaram o público a loucura. E assim, iniciou-se o movimento Tropicalista. Com isso, em 1969 surgiu o álbum “Tropicália ou Panis et Circencis”, contando com outros nomes consagrados do movimento como Nara Leão, Os Mutantes, Gilberto Gil, Gal Costa e outros.

Ditadura Militar:

Assim como outros artistas, Caetano Veloso enfrentou o regime militar que havia se instaurado no país. Devido a sua posição política contestadora, suas músicas eram frequentemente censuradas e algumas, até banidas. No dia 27 de dezembro de 1968, Caetano e Gil foram presos acusados de desrespeitar o Hino Nacional e a bandeira. Foram soltos no dia 19 de fevereiro do ano seguinte e ambos voltaram para a Bahia, onde tiveram que se manter em regime de confinamento.

Em julho deste mesmo ano, após dois shows, os dois partiram com suas esposas para o exílio na Inglaterra. Caetano voltou para o Brasil em 1972. Ao voltar, Caetano Veloso se tornou um dos primeiros andrógenos da música popular brasileira. Dessa forma, ele se apresentou, usando brincos, tamancos, batom e tomara-que-caia, tornando-se a maior influência de Ney Matogrosso.

Após algum tempo de volta ao seu país de origem, o cantor, junto com sua irmã, Gil e Gal Costa, gravaram o disco Doces Bárbaros, considerada uma obra-prima. Apesar disso, no ano do seu lançamento, o projeto foi duramente criticado, recebendo seus merecidos elogios anos mais tarde.

Na década de 80, o músico conquistou o público internacional, ganhando destaque ao lado de outros músicos brasileiros como Chico Buarque. As décadas seguintes foram marcadas com muitas apresentações e discos de destaque, além de shows com parcerias de famosos compositores e cantores.



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