Como foi dito em outro artigo, Minas Gerais já lançou e continua lançando grandes nomes da música popular brasileira. Uma diversidade que tende agradar os fãs de todos os estilos. No entanto, existem músicos que fazem sucesso mundialmente e já ganharam diversos prêmios. Por isso, hoje vamos contar um pouco sobre a trajetória de um dos maiores cantores do Brasil, Milton Nascimento.

Anteriormente, havíamos falado sobre o movimento mineiro, criado em Belo Horizonte na década de 60, Clube da Esquina, o qual Milton Nascimento fez parte, agora você vai conhecer a história deste cantor que se tornou mineiro de coração e alma.

Nascimento e infância de Milton

Milton Nascimento nasceu em uma comunidade da Tijuca no Rio de Janeiro em 26 de outubro de 1942. Veio de uma família muito humilde.

Ele era filho da emprega doméstica Maria do Carmo do Nascimento, que fora abandona pelo namorado ao descobrir que estava grávida. Além disso, ela havia sido demitida após os patrões descobrirem a gestação, ficando desempregada e sendo muito pobre, ainda assim, Maria do Carmo registrou seu filho como mãe solteira e teve o apoio de sua mãe para criar Milton. No entanto, antes dele completar dois anos, sua mãe faleceu devido a uma tuberculose e ele passou a ser criado pela avó que também era empregada doméstica.

Ela trabalhava na casa da Lília Silva Campos que se apegou ao menino e, por não conseguir engravidar, acabou adotando Milton, apoiado pela avó do menino, desde que ele pudesse visitá-la e continuasse com o nome da mãe biológica. Foi então, que a família se mudou para Três Pontas, em Minas Gerais. Após algum tempo, seus pais adotaram um casal e, depois de alguns anos, tiveram uma filha biológica.

Ele foi apelidado de Bituca por fazer bicos quando estava contrariado. Atualmente, muitos amigos o chamam pelo apelido.

Lília foi a grande influência de Milton para entrar na música. Foi assim que, aos 4 anos, ganhou sua primeira sanfona e passou a explorar sua capacidade vocal. Quando tinha 13 anos passou a tocar, junto com seu amigo Wagner Tiso, nos bailes da cidade.

Vida pessoal

Milton voltou ao Rio de Janeiro onde se casou em 1968 com uma estudante, porém o casamento durante apenas um mês, conseguindo, após dois meses de separação, a anulação do mesmo. Após isso, ele teve um relacionamento duradouro com a socialite Kárita, a qual teve um filho, Pablo, nos anos 70. Os dois se separam e Bituca passou a viajar e morar em diversos cantos do país, fazendo shows e compondo cada vez mais.

Foi para Belo Horizonte trabalhar e estudar e lá, passou a fazer apresentações em bares e viajar com alguns amigos músicos. Por um breve período, o cantor teve problemas com o álcool, mas logo conseguiu se recuperar.

Trajetória Profissional

Quando morava ainda em Três Pontas, ele e seu amigo Tiso faziam parte de um grupo chamado W’s Boys. Ao se mudar para Belo Horizonte, conheceu os irmãos Borges e, juntos, fundaram o Clube da Esquina. Depois, vários cantores se juntaram ao movimento, fazendo cantorias pelas esquinas dos bairros da capital mineira.

Em 1967 teve sua música “Canção do Sal” gravada por Elis Regina. A cantora passou a ser a musa inspiradora de Milton. Tanto que a filha de Elis, Maria Rita, teve sua carreira alavancada pelo padrinho, Milton Nascimento, com participação no álbum “Pietá”.

Em 1975, Milton foi convidado por Wayne Shorter a gravar um disco chamado “Native Dancer” que serviu para lançar o cantor no mercado internacional.

O cantor faz diversas apresentações pelo mundo e tendo como parceiro outros músicos de renome como o compositor Criolo.

Em 2010, Bituca foi homenageado no Festival Internacional de Corais de Belo Horizonte. Além disso, ele também foi homenageado em outros eventos como o festival “Música do Mundo”, em Três Pontas.

O diretor Marcelo Flores está preparando um filme que documentará a trajetória de Milton Nascimento com recriação de sua vida e cenas atuais. Hoje, Milton Nascimento é considerado o compositor mais talentoso e influenciável da música popular brasileira. Já gravou trinte e quatro álbuns e cantou com vários artistas como Mari Bethânia, Elis Regina, Jorge Bem Jor, Caetano Veloso e Chico Buarque.

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