A cantora nasceu em Vitória, Espirito Santo no dia 19 de janeiro de 1942. Filha do casal capixaba Jair Leão, advogado e Altina Lofego Leão, professora. Quando tinha apenas um ano de vida, Nara Leão foi morar no Rio de Janeiro com seus pais e sua irmã, Danuza Leão, jornalista. Durante a infância, Nara já estava envolvida com a música, tendo aulas de violão com dois ex-integrantes do grupo de Pixinguinha, “Os Oitos Batutas”.

Em 1956, começou a frequentar as aulas de violão na academia de Carlos Lyra (ouvir) e Roberto Menescal (ouvir), tornando-se professora desta instituição aos 18 anos.

No ano de 1957, Nara Leão fazia reuniões musicais no apartamento de seus pais em Copacabana, dando ênfase à Bossa Nova. Na ocasião, o lugar era frequentado por grandes nomes, dentre eles os donos da academia de música Lyra e Menescal. Por influência de Carlos Lyra e pela aproximação dos dois, a cantora passou a apreciar o samba de morro.

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Sua primeira grande participação foi ao lado de Vinicius de Moraes (ouvir) e Lyra na comédia “Pobre Menina Rica”, em 1963. A sua consagração foi dada em 1964, após o golpe militar. Nesta data, Nara fez uma apresentação do espetáculo “Opinião”, ao lado de João do Vale (ouvir) e Zé Keti (ouvir), fazendo uma crítica social à dura repressão imposta pelo regime militar. Em 1865, por estar afônica graças à poeira do teatro, Nara foi substituída por Maria Bethânia (ouvir).

Ao longo dos anos 60, a cantora foi modificando suas preferências musicais, passando a ser uma cantora de protesto e simpatizante das atividades dos Centros Populares de Cultura da UNE. Em 1966, interpretou a canção de Chico Buarque, “A Banda”, no Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, conquistando o festival e o público.

Além a Bossa Nova e das canções de protestos, Nara Leão também foi adepta ao movimento Tropicalista, participando do disco-protesto “Tropicália ou Panis et Circensis”, lançado pela Philips em 1968.

Vida pessoal e profissional de Nara Leão:

Nara passou sua adolescência nas casas de amigos e nas praias cariocas, compondo belas canções. Em 1957 namorou o seu colega Roberto Menescal. O fim do relacionamento ocorreu em 1958 e foi amigável, no entanto, a cantora entrou em depressão e contraiu hepatite na mesma época. Afastada dos estudos, ela decidiu abandonar a escola e se dedicar apenas à sua carreira musical.

Neste mesmo ano, conseguiu seu primeiro emprego como secretária de redação no jornal Última Hora. Conheceu Ronaldo Bôscoli no trabalho. Os dois passaram a frequentar os mesmos lugares, onde Nara começou a se destacar como cantora. O relacionamento entre eles terminou em 1961, quando Bôscoli traiu Nara com a cantora Maysa (ouvir).

Em 1962, já se apresentando pelo país, a compositora conheceu o cineasta Ruy Guerra com quem passou a ser relacionar amorosamente. A cantora passou a ser mais conhecida devido a sua opinião sincera e polêmica sobre a situação do Brasil, além de sua belíssima voz. No ano de 1966, após um período de férias, ela passou a ser apresentadora, além de cantar, começou a namorar Cacá Diegues, casando-se no ano seguinte. No fim deste mesmo ano, ela começou a fazer participações com atriz no cinema.

O sucesso começou a incomodá-la, já que passou ser conhecida mundialmente e isso estava deixando a cantora muito estressada. Em 1969, viajou à Londres, onde começou a dar entrevistas dizendo que sua carreira como cantora estava encerrada e assim, voltou ao Brasil com seu marido, acreditando que a situação política estava mais calma, contudo, por se sentir ameaçada com prisões, ela e seu marido foram para Paris, onde passaram a viver.

No ano de 1970, ela volta a fazer algumas apresentações e descobre que estava grávida. No ano seguinte, descobre outra gravidez e, junto com Cacá, voltam a morar no Brasil, nascendo o segundo filho do casal. Nos próximos anos, Nara tira o diploma do ensino médio e começa a fazer psicologia na PUC, além das participações no cinema e nos palcos. Em 1975 ganhou o prêmio de Melhor Cantora do Ano. O divorcio entre Nara e Cacá aconteceu em 1978 devido a constantes desentendimentos.

No ano de 1979, Nara passou mal ao fazer uma apresentação, sentindo fortes dores de cabeça e desmaios. Na ocasião seu estado de saúde era conflitante, já que ninguém descobria o que estava acontecendo. Mesmo com a saúde debilitada, a cantora continuou a fazer shows e apresentações pelo mundo e participando de manifestações políticas. Em 1986 sua saúde piora, descobrindo assim, um tumor cerebral.

A situação foi melhorando e piorando ao longo o tempo, até que em 1989, Nara Leão fez sua última apresentação no Pará, vindo a falecer na Casa de saúde São José, no dia 7 de junho deste mesmo ano, no Rio de Janeiro.

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