Na primeira parte deste artigo, falamos um pouco sobre o início da trajetória da banda Os Mutantes, mostrando como tudo surgiu, os músicos que passaram por ela e o casamento dos cantores Rita Lee e Arnaldo Baptista.

Agora, vamos dar continuidade sobre este assunto e mostrar o resto da história de uma das bandas mais influentes do Brasil. Se você quer conhecer mais detalhes sobre esta banda, então leia este artigo até o fim.

O último álbum dos Mutantes e a saída da Rita Lee:

Em 1972, depois de dois meses de atraso, sai o álbum “Mutantes e Seus Cometas nos País dos Baurets”, trazendo muitas canções ousadas para aquela época, incluindo algumas censuradas.

O LP, “Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua vida”, ficou creditada apenas no nome de Rita Lee, isso se deve pelo fato de que a gravadora já havia mostrado interesse em lançar a carreira solo da cantora.

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Tudo começou quando Os Mutantes descobriram uma instalação em São Paulo do primeiro estúdio de dezesseis canais do país, assim, eles pediram para a Polydor lançar mais um disco da banda. No entanto, a gravadora determinou que só Rita Lee assinasse, alegando que não ficaria bem para o grupo divulgar dois trabalhos em um mesmo ano.

O último disco lançado com a assinatura da banda, contando com a participação da Rita Lee marcou, também, a saída da cantora. Na época, a cantora alegou que sua saída estava relacionada com as diferenças musicais com os dois integrantes, no entanto, muitos acreditam que sua saída está ligada à sua separação com Arnaldo em uma época onde eles viviam em uma comunidade hippie na Serra da Cantareira, situada na zona norte de São Paulo, lugar que circulava muitas drogas e trocas de casais, abalando, assim, o casamento dos dois.

Em 1973, já sem Rita, Os Mutantes estrearam o espetáculo “2000 Watts de Som” e o LP “O A e o Z”.

Nessa ocasião, as faixas foram gravadas sobre o efeito do LSD (substância alucinógena), fator que desagradou a Polydor, fazendo com que a gravadora desaprovasse o disco e resolvesse não o lançar. Isso fez com que o grupo fosse demitido e seu álbum lançado apenas em 1992 com a gravadora Polygram.

Apesar dessa fase, a banda continuou sua trajetória, contudo, Arnaldo, com depressão e debilitado pelo uso contínuo das drogas, começou a apresentar comportamento patológicos. Nessa época, Os Mutantes, que já contavam com a participação do baterista Dinho Leme e do baixista Liminha, foi marcada pela saída de Arnaldo. Em seguida, o próximo a abandonar o grupo foi Dinho. Em 1974, Liminha deixa a banda.

O fim dos Mutantes e os anos seguintes:

Sérgio Dias, caçula da família Baptista, resolveu manter a banda. Reformulando toda estrutura do conjunto, ele convidou Túlio Mourão, Rui Motta e Antônio Pedro Medeiros a fazerem parte dos Mutantes. A nova formação fechou um contratado com a Som Livre, lançando mais um disco. Depois de mais alguns desentendimentos, Sérgio resolveu encerrar a história da banda.

No ano de 1999, a Universal, dona do catálogo da extinta gravadora Polydor, lançou Tecnicolor, o álbum que havia sido gravado durante a passagem da banda pela França. Em 2005, o disco Os Mutantes foi incluído, pela revista britânica Mojo, à lista dos “50 discos mais experimentais de todos os tempos”. Além disso, o álbum conquistou o 9◦ lugar na lista dos “10 maiores discos de rock latinos de todos os tempos” pela revista Rolling Stones.

O retorno:

Depois de tantos conflitos e mudanças, em 2006, a banda foi homenageada na mostra Tropicália – A Revolution In Brazil Culture, em Londres. Alegando compromissos, Rita Lee decidiu não participar da apresentação. Liminha também não aceitou o convite, fazendo com que apenas Arnaldo, Sérgio e Dinho fizessem a apresentação. Ao grupo, juntou-se Zélia Duncan e integrantes da banda de Sérgio.

No ano seguinte, ocorreu a primeira apresentação do novo grupo no Brasil, após 30 anos de ausência. Em seguida, tanto Zélia quanto Arnaldo saíram da banda, fazendo com que Bia Mendes se integrasse ao grupo, lançando o disco “Mutantes Depois”, em 2008.

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