Nas últimas matérias falamos imenso sobre equipamentos de rede (Parte 1, Parte 2, Parte 3 e Parte 4), sendo que hoje vamos finalizar esta matéria falando sobre os quatro últimos que nos faltam: as placas de rede, transceiver, gateway e multiplexer. Esperamos que tenha sido fácil para você entender estas matérias e tenha ficado mais informado sobre as mesmas.

Diferentes tipos de equipamentos de rede

  • Placas de rede

A placa de rede ou NIC (Network Interface Card) constitui o interface entre o host da rede, o computador e o cabo da rede. A sua função é preparar, enviar e controlar o fluxo de dados para a rede.

Para preparar os dados a enviar, a placa de rede utiliza um transceiver que transforma os dados paralelos em dados série. Cada placa dispõe de um endereço único, chamado endereço MAC (Media Acess Control), atribuído pelo construtor da placa, que lhe permite ser identificada de uma maneira única no mundo entre todas as outras placas de rede.

Para garantir a compatibilidade entre o computador e a rede, a placa deve ser adaptada à arquitetura do canal de dados do computador e ter o tipo de ligação adequada aos cabos. Cada placa é concebida para se adaptar a um certo tipo de cabo. Certas placas compreendem várias ligações de interfaces (cujos parâmetros devem ser definidos ou com jumpers, ou com DIP, ou ainda com um software). Antigamente as ligações usadas eram as BNC (RG-58 e RG-59), sendo que hoje em dia as ligações mais usadas são por RJ-45 e wi-fi (sem fios). É um dos equipamentos de rede mais utilizado.

  • Transceiver

Um transceiver ou transceptor (transmissor-receptor) é um dispositivo que transforma, ou converte um tipo de sinal entre redes distintas e modela-o ao tipo de rede utilizada. Estes equipamentos normalmente são full duplex sendo bidirecionais na rede, mas existem também outros tipos como o simplex que só envia e recebe e o half-duplex que envia e recebe ao mesmo tempo. Equipamentos de rede como router, modem, placa de rede, multiplexer, switch, ou repetidor têm transceivers incorporados para converterem o sinal na linguagem entre si e ao do equipamento de destino que estamos a utilizar.

Um exemplo da utilização de um transceiver full duplex é numa rede de ADSL em que o sinal que chega até à tomada é analógico e ao ligarmos o cabo de telefone ao modem este tem um transceiver incorporado que vai converter e modelar o sinal para digital. Para nós enviarmos uma informação ao servidor que nos fornece internet do modem até à central, ele vai converter o sinal de digital para analógico.

Outro exemplo de transceiver simplex são os rádios que convertem o sinal de RF (Rádio Frequência) em AM (Modelação em Amplitude) e FM (Modelação em Frequência) e numa fase final após passar por outros processos de sintonização através de uma coluna conseguimos ouvir um posto ou canal de rádio.

Os tranceivers têm vários tipos de conectores, que vão variar do tipo de tecnologia ou cablagem que é utilizada.

  • Gateway

O Gateway ou ponte de ligação é um intermediário que por norma interliga as diferentes redes, separa domínios de colisão ou traduz protocolos. Os routers e firewalls são exemplos disso uma vez que ambos servem de intermediários entre o utilizador e a rede. Embora num sentido diferente, um servidor proxy também pode ser interpretado com um Gateway, uma vez que serve de intermediário entre as diferentes camadas em que opera.

Por norma, depreende-se que o gateway tenha acesso ao exterior através de uma largura de banda extensa de modo a não gerar quebras entre a rede exterior e a rede local, sendo também necessária a existência de medidas de segurança apropriadas (como protocolos codificados) para evitar invasões externas e fugas de informação.

Em sentido lado, um gateway permite a passagem de dados entre um computador, telemóvel, tablet (ou qualquer outro dispositivo) e um servidor online que se encontre devidamente protegido.

Uma das várias funções que desempenha é a tradução e adaptação de pacotes originários de uma rede local de forma a permitir que a os mesmos cheguem ao destino, e traduzindo as respostas para que as mesmas sejam devolvidas ao par local de comunicação. O NAT (Network Adress Translation) é um dos protocolos de tradução mais utilizados por um sistema simples de gateway.

Uma vez que realizam as traduções dos dados rececionados, os gateways têm a hipótese de mudar o formato de uma mensagem para que o recetor consiga recebe-la corretamente. Ele pode ligar dois sistemas que não têm as seguintes características:

  • Os mesmos protocolos de comunicação;
  • A mesma estrutura de formatação de dados.
  • A mesma linguagem.
  • A mesma arquitetura de rede.

Uma vez que um gateway opera num dos níveis mais baixos da camada do Modelo de OSI, ele não consegue interpretar os dados entre as diversas aplicações, e por esse motivo é um dos equipamentos de rede que é necessário ter mais cuidado.

  • Multiplexer

Um multiplexer (MUX) ou multiplexador é um dispositivo simples que seleciona informação de duas ou mais fontes de dados diferentes e as agrega num único canal de informação, e são maioritariamente utilizados quando o custo de implementação de canais separados é maior do que utilizar as funções de multiplexação ou desmultiplexação.

Quando o multiplexer processa sinais digitais, este obtém fluxos de dados distintos, combinando-o num único fluxo de dados, com uma taxa de transferência mais elevada, permitindo assim que os dados sejam transportados de forma mais rápida e com menores custos através de uma única ligação física.

É bastante comum que um equipamento faça de multiplexador e desmultiplexador, uma vez que a grande parte dos sistemas efetua transmissões bidirecionais (ou seja em ambos os sentidos – envia e recebe informações).

Existem também multiplexadores digitais que possuem múltiplos fluxos de entrada, mas apenas um único de saída. Eles enviam um sinal de ativo aos terminais de saída, baseados nos valores de uma ou mais “entradas de seleção” e numa entrada escolhida. O multiplexador mais comum é o de duas entradas, no entanto existem também frequentemente multiplexadores de 8 entradas (que possui 8 entradas de dados e 3 de seleção).

Em qualquer multiplexador a entrada mais à esquerda é a mais significativa uma vez que é a que transmite melhor a ordem padrão de uma tabela da verdade.

O maior benefício da utilização deste tipo de aparelho passa pela relação custo/benefício do equipamento.

E pronto, as nossas matérias sobre equipamentos de rede encontram-se terminadas. Foram cinco matérias (Parte 1, Parte 2, Parte 3 e Parte 4) para explicar todos os tipos de equipamentos de rede existentes, no entanto se tiver alguma dúvida pode sempre falar conosco que tentaremos esclarecê-lo o mais brevemente possível. E curta nossa página no Facebook para acompanhar mais dicas e informações como essa.



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