Quando falamos com um informático ou técnico de redes na escola ou até mesmo dentro da empresa, eles por vezes usam linguagens estranhas que as pessoas que não têm tantos conhecimentos de tecnologias ficam confusas. A pensar em disso, resolvemos fazer esta matéria para explicar o que são partições, MBR e GPT.

O que são partições?

Uma partição é uma divisão do espaço de um disco rígido (pode ser SCSI – Small Computer System Interface – ou ATA -Advanced Technology Attachment ), e cada uma pode conter um sistema de arquivos diferente. Este é o motivo pelo qual é possível instalar mais do que um sistema operacional na mesma unidade de disco. Estas são o colmatar de uma divisão do disco em diversas unidades distintas, ou seja, é como se existissem vários discos dentro de um único disco físico.

Embora existam diferentes tipos de partições, o DOS continua a ser dos mais conhecidos, juntamente com o MBR e o GPT (que é utilizado em conjunto com o UEFI, criado pela Intel como alternativa de substituição ao BIOS).

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O que é o MBR?

O MBR é o padrão antigo e que define a estrutura base das diferentes partições, e que mantém a informação como as mesmas se encontram organizadas dentro do disco. Uma vez que se trata de uma estrutura antiga, acaba por ter mais desvantagens do que vantagens.

Desvantagens do MBR

  • Um disco apenas se pode dividir no máximo em 4 partições primárias (3 primárias e 1 estendida);
  • Como são utilizados 32 bits para guardar as informações das partições, cada uma apenas pode ter o tamanho máximo de 2 TB;
  • Toda a informação de uma partição é guardada apenas num único local, ou seja, em o disco ficar corrompido perde-se tudo o que está lá guardado.

Vantagens

  • Cada partição estendida pode dividir-se em diversas partições lógicas;
  • Cada partição primária ou lógica tem a sua própria letra no drive do dispositivo.

O que é o GPT?

A estrutura GPT é o mais recente “avanço” no que respeita as partições dos discos rígidos. Quando comparado ao seu antecessor o MBR, apresenta muito mais vantagens do que desvantagens, dos quais podemos destacar:

Vantagens:

  • Suporte para partições superiores a 2 TB (pode ir no máximo até 1 Zb);
  • Suporta a criação de 128 partições primárias;
  • Melhor estrutura e organização das diferentes partições;
  • Consegue verificar se existem algumas corrompidas e deletar os dados das mesmas;
  • Tem uma maior probabilidade de recuperar os dados (após uma falha do sistema);
  • Suporta até 64 bits;

Desvantagens:

  • Para sistemas Windows, devido aos ficheiros NTFS, o tamanho máximo de cada partição é 256 TB;
  • Para sistemas Windows só é suportado em versões de 64 bits (as de 32 bits não conseguem implementar);

Ao analisarmos ambos os sistemas, podemos verificar que houve melhorias bastante significativas do GPT relativamente ao MBR.

Da próxima vez que o informático começar a dizer coisas estranhas como tenho que dividir o disco para conseguir colocar o sistema operativo a funcionar, você já vai saber o que é.



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