Saiba a diferença entre realidade virtual e realidade aumentada
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A fronteira entre o mundo real e o virtual nunca esteve tão estreita. Nas últimas décadas, com o avanço da realidade virtual (VR) e da realidade aumentada (AR), novas experiências imersivas ganham vida nas tela. Há pouco tempo, essas coisas só podiam ser encontradas nas páginas dos livros de ficção científica.

Um exemplo muito comum do uso dessas tecnologias é na indústria de jogos eletrônicos, onde começaram a ganhar popularidade a partir dos anos 1990, após saírem dos laboratórios. Mas além de terem diversas aplicações no mundo dos videogames, elas também podem ser vistas no cinema, na publicidade, na educação, na saúde, na engenharia e, em breve, devem chegar até mesmo às redes sociais, com o lançamento do Facebook Horizon.

O apelo dessas tecnologias é óbvio. Ambas oferecem uma maneira inovadora de mergulhar os usuários em experiência envolventes, interativas e personalizadas. Mas é fácil ficar confuso com a terminologia. Qual é exatamente a diferença entre realidade virtual e realidade aumentada? Embora ambas sejam tecnologias imersivas (aquelas que integram elementos virtuais e do mundo real) e tenham semelhanças, existem diferenças importantes entre elas. Saiba quais são a seguir.

Realidade virtual (VR)

Não tem como falar em realidade virtual sem mencionar o filme Matrix, que foi um tremendo sucesso nas telas dos cinemas no final dos anos 90 e começo dos 2000, já a ideia de VR da maioria das pessoas é fortemente influenciada pela trilogia. Neste filme futurista, a realidade virtual é tão realista e indistinguível da vida cotidiana que os personagens principais inicialmente acreditam que a simulação na qual estão dentro é real.

Jovens usando visor de Realidade Virtual
Imagem: Unsplash

De fato, a realidade virtual é uma simulação gerada por computador de uma realidade ou mundo alternativo, e é usada principalmente em filmes 3D e videogames. Ela cria simulações destinadas a remover o mundo real e envolver ou imergir o espectador em uma outra realidade, usando para isso computadores e equipamentos sensoriais, como óculos VR, fones de ouvido e luvas.

Hoje, a realidade virtual já consegue fazer com que as pessoas sintam que estão caminhando por uma floresta ou manipulando objetos fictícios, por exemplo, mas quase sempre exige equipamentos especiais para que os usuários possam participar da experiência. Além da indústria do entretenimento, a realidade virtual também vem sendo usada na educação e na ciência, como em estudos de anatomia e morfologia.

Realidade aumentada (AR)

Já a realidade aumentada não tem a pretensão de criar um mundo imaginário. Enquanto a realidade virtual substitui o que as pessoas veem e experimentam, a AR acrescenta coisas novas. Além disso, diferentemente da VR, a realidade aumentada é acessada usando equipamentos muito mais comuns, como os smartphones, que a maioria dos consumidores já possui, tornando-a muito mais acessível para varejo e publicidade.

Realidade aumentada - Pokémon Go
Imagem: Pixabay

O exemplo mais bem sucedido de realidade aumentada até hoje é o Pokémon Go, um jogo da Nintendo que virou febre ao redor do mundo em 2016 e sobrepõe criaturas virtuais ao mundo real. Nele, os jogadores tentam capturar monstros exóticos usando uma combinação de tecnologias comuns embutidas nos smartphones, como o rastreador de localização e a câmera. Eles são incentivados a visitar pontos de referência específicos para buscar itens virtuais e os personagens colecionáveis que tentam prender.

Ou seja, a realidade aumentada combina o mundo físico com elementos virtuais gerados por computador. Esses elementos são projetados sobre superfícies físicas, como a tela do celular, dentro do campo de visão das pessoas, com a intenção de combinar os dois.

A diferença entre VR e AR

A realidade virtual e realidade aumentada realizam duas coisas diferentes de maneiras distintas, apesar os nomes são parecidos. De maneira geral, a VR substitui a realidade, transportando as pessoas para outro lugar. Já a AR aumenta a realidade, projetando novas informações sobre o que elas já estão vendo.

Ambas são tecnologias poderosas que ainda não atingiram todo seu potencial, mas são extremamente promissoras. Eles poderão mudar completamente a maneira como usamos os computadores e consumimos entretenimento no futuro.

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