Poucas vezes na história uma crise econômica foi tão destrutiva quanto a testemunhada pelo mundo inteiro em 2008. Graças a várias falhas do sistema econômico, desde a falta quase total de regulação governamental sobre mercados financeiros até a busca profunda por lucros e nada mais, o mundo foi lançado em uma espiral cuja saída completa ainda está a muitos passos de acontecer.

Alguns países sentiram o baque de maneira bem mais forte do que outros. Enquanto os Estados Unidos se permitiam “imprimir” dinheiro para evitar a falência de bancos e, consequentemente, da sua economia, o caso não era o mesmo em muitos países da América do Sul, da Ásia e da Europa.

De fato, o Brasil ainda vive sob os efeitos dessa crise, como mostram os dados do IBGE constantes em https://agenciadenoticias.ibge.gov.br. O país baseou boa parte do seu crescimento na década passada no fornecimento de matéria-prima para os grandes mercados, que pagavam altos preços pelos produtos. E, uma vez que as portas se fecharam, demanda e preços foram abaixo. Pouco fôlego tivemos para não deixar a maré nos devastar de uma só vez.

O caso do Brasil não foi tão calamitoso quanto o de países europeus, em particular Grécia e Portugal. Junto com Irlanda, Itália e Espanha, a dupla formava o grupo dos PIIGS – acrônimo formado pelas iniciais dos nomes desses países em inglês –, regiões com frágeis sistemas financeiros que puseram em risco todo o sistema monetário da Zona do Euro.

A Grécia talvez seja um caso à parte devido à situação pela qual teve que passar. A nação, que já se encontrou no topo do mundo e cuja civilização antiga é fonte de inspiração cultural até hoje, emprestando elementos para a criação de jogos de videogame, como os da série God of War, filmes sobre sua vasta história, como Troia e 300, e até mesmo jogos de cassino, como a roleta Age of the Gods, que pode ser encontrada em https://casino.betfair.com/pt-br/c/roulette-pt, está atualmente bem distante do trono que um dia ocupou.

Casas brancas na Grécia - Casas no morro
Fonte: Unsplash

A Grécia viu sua economia entrar em queda livre. Não é à toa que, desde a crise, os gregos viram seu produto interno bruto – ou seja, a produção total da sua economia – ir de 350 bilhões de dólares em 2008 para 192 bilhões oito anos depois.

Portugal foi vítima de um cenário semelhante. Seus problemas, com o alto endividamento público e privado combinado com a recusa da União Europeia de tirar suas próprias travas para ajudar no levante econômico, eram quase idênticos aos da Grécia. Assim, o território luso experimentou também queda vertiginosa em seu PIB, saindo de 262 bilhões de dólares em 2008 e chegando aos 199 bilhões em 2015.

Entretanto, Portugal tem sido de certa forma um exemplo para outros países na sua condução econômica pós-crise. Mesmo tendo que operar dentro das altamente restritas regras da União Europeia, que para especialistas como Vanis Varoufakis foi um dos grandes fatores por trás da ruína grega, os portugueses parecem ter descoberto o segredo para a recuperação. O mesmo pode ser resumido de maneira bem simples: reconhecer fraquezas e focar nas suas forças. É assim que Portugal tem feito um excelente trabalho desde 2015.

Portugal
Fonte: Unsplash

Os portugueses, sob o comando de António Costa, souberam reconhecer, além da desindustrialização, seu cenário problemático de perda de determinadas camadas da população para nações vizinhas no continente. Com isso, foram tomadas medidas para que estes problemas pudessem ser resolvidos.

Para abrandar a questão da emigração de certas camadas da população portuguesa, as regras de imigração foram flexibilizadas, permitindo dessa forma um fluxo de entrantes no país que contribuem em nível local ao aumentar a demanda por produtos e serviços, fazendo assim a economia portuguesa “girar” mais rapidamente. Ao mesmo tempo, foi feito um grande esforço para motivar a entrada de empresas que exploram a indústria 4.0, com foco em TI e outras tecnologias de ponta, além daquele que se torna o produto principal do país, o turismo.

Com isso, Portugal tem se restabelecido de forma forte. Desde 2015, o PIB está sendo recuperado e, em 2017, chegou a 217 bilhões de dólares. Deste valor, quase 14% – ou 30,3 bilhões de dólares – vêm do mercado turístico, segundo os dados oficiais disponibilizados pelo governo em https://www.portugal.gov.pt.

Tanto Brasil quanto Grécia têm potencial de seguir um caminho semelhante. Temos os pontos turísticos e a necessidade de angariar novos fundos para que a recuperação econômica engate de uma vez. Talvez o que nos falte seja justamente um projeto bem definido e que englobe a sociedade como um todo: a nível local, regional e nacional. Estratégias como essa possivelmente projetariam o Brasil ao mundo para além do Rio de Janeiro. Assim, quem sabe, veríamos a economia se reerguer e as finanças de todos melhorarem.

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