Tecnologias inovadoras na agricultura e silvicultura
Imagem: ThisisEngineering RAEng / Unsplash

O desmatamento constitui um grave problema que afeta de maneira global tanto ao meio ambiente como ao ser humano. No último século, a cobertura florestal se reduziu em até 30%. A causa desta diminuição são principalmente as atividades humanas tais como a agricultura, mineração, pecuária ou extração de madeira, sendo as responsáveis de mais de 60% do desmatamento. Inclusive algumas destas práticas são feitas de maneira ilegal. Um claro exemplo é a perda de floresta no Amazonas devido à plantação de soja, agricultura e criação de gado.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura estima que se perdem ao redor de 18 bilhões de acres por ano. O desmatamento é uma grande ameaça que precisa de soluções inovadoras para abordá-lo. Por exemplo, uma iniciativa nascida no Reino Unido tem o objetivo de plantar 1 bilhão de árvores por ano. Em geral, as distintas associações têm como alvo parar o desmatamento favorecendo a sustentabilidade.

A maior preocupação no desmatamento é a perda de biodiversidade das florestas que finalmente podem provocar um desequilíbrio dos ecossistemas, estragando o ciclo natural do meio ambiente. Embora algumas ações tenham começado para evitar isso, ainda tem muita coisa a fazer. É por isso que a tecnologia entra em jogo, revolucionando o mercado e as possibilidades para abordar este problema.

As tecnologias atuais estão revolucionando os processos de plantio e trabalhando para reabastecer habitats valiosos e espécies inestimáveis. Isto leva a garantir um fornecimento mais sustentável de materiais e equipamentos florestais. Além disso, inúmeras startups também estão mudando o modelo de consumo. Por exemplo, muitas empresas e ONGs que alavancam plantações mecânicas receberam subsídios globais destinados a aumentar o potencial de inovações para a preservação do meio ambiente.

As etapas iniciais destas tecnologias baseiam-se no estabelecimento de uma cadeia de fornecimento integrada e dedicada com um modelo de negócios para comercialização e estratégia comercial. Isto irá autogerar fundos e ajudar a fazer crescer os projetos para o sucesso a longo prazo. O próximo passo envolverá planejamento e plantio em larga escala com soluções de plantio automatizado que demonstrem soluções para impactar os ecossistemas.

Os sistemas de plantio são compostos por veículo aéreo não tripulado (VANT), também conhecido como aeronave remotamente pilotada (ARP) ou ainda drone, caracterizado pelo aprendizado de máquina. Ao ser totalmente automatizada, é uma técnica econômica e muito rápida. Estima-se que a máquina pode plantar dez sementes por UAV por minuto. Com isto, um bilhão de árvores pode ser plantado anualmente.

Entre suas vantagens, encontra-se o mapeamento que pode ser útil para aumentar as taxas de absorção e a probabilidade de um desenvolvimento saudável da floresta. Além disso, permite o plantio de um grande número de árvores em menos tempo.

Portanto, a tecnologia representa um afastamento significativo das técnicas tradicionais de plantio, dando esperança de reverter os impactos destrutivos do desmatamento.

Um dos índices de vegetação usados na agricultura para avaliar o estado das florestas é o índice de vegetação de diferença normalizada (NDVI). Ele é um indicador usado para medir a quantidade, qualidade e desenvolvimento das plantas através do sensoriamento remoto por satélite. Nas aplicações deste índice na indústria, destaca-se a criação de mapas numa escala de -1 a 1 com cores que permitem analisar e avaliar rapidamente a área estudada.

Por outro lado, as tecnologias de sensoriamento remoto são capazes de obter dados da superfície terrestre remotamente graças à luz emitida de aviões e satélites. O tamanho do mercado desta tecnologia é de 12,4 bilhões de dólares em 2019 e espera-se um crescimento anual de 11,6% até 2027, principalmente pelo incremento de projetos de agências espaciais que observam a Terra. Por exemplo, durante a pandemia a NASA registrou mudanças no entorno e estilo de vida devido ao vírus. Outra razão de crescimento é a necessidade de projetos de smart cities. O sensoriamento remoto passivo mede a luz solar da superfície terrestre para monitorar e analisar as características da Terra, além de conseguir imagens de alta qualidade de satélite. Estima-se que este setor pode crescer 6% anualmente durante os próximos 7 anos. Porém, o mercado maior é o militar e de inteligência com 32,25% para prevenir atividades criminosas e destrutivas. O segmento com maior crescimento (16,9%) é o de gestão de desastres, pois esta tecnologia fornece informação vital para desastres naturais como erupções vulcânicas, permitindo assim tomar melhores decisões para evacuar a população e determinar ações para fazer após o desastre.

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