Umas mais cedo, outras mais tarde, no entanto todas as mulheres vão ter de passar pela tão famosa menopausa. Embora este seja o fim de uma etapa (depois já não é possível ter mais filhos), é o início de outra (imagina como é bom não estar menstruadas dos os meses?).

Nesta matéria, vamos explicar-lhe o que é a menopausa, quais os principais sintomas, assim como todas as coisas importante que deve saber para enfrentar esta etapa da sua vida.

O que é a menopausa?

Menopausa designa o período fisiológico que se caracteriza pelo encerramento dos ciclos menstruais e ovulatórios. Inicia-se com idade variável, mas normalmente entre os 45 e 55 anos. Afirma-se que uma mulher esteja na menopausa quando a mesma apresenta ausência de ciclos menstruais há mais de um ano.

Esse tempo de transição que antecede a menopausa é chamado de climatério. Ele representa a passagem da fase reprodutiva da mulher para a não reprodutiva. O organismo deixa de produzir, de forma lenta e gradativa, os hormônios estrogênio e progesterona.

Algumas alterações que acontecem na menopausa são:

  • Cérebro: alterações de humor e da memória, irritabilidade, depressão, ansiedade, dor de cabeça e enxaqueca;
  • Pele: aumento da sensibilidade ao calor, vermelhidão, acne e pele seca;
  • Mamas: aumento da sensibilidade da mama e caroços;
  • Articulações: Diminuição da mobilidade articular, rigidez;
  • Sistema digestivo: Tendência a prisão de ventre;
  • Músculos: cansaço, dor nas costas, diminuição da força muscular;
  • Ossos: Perda da densidade óssea;
  • Sistema urinário: secura vaginal, enfraquecimento dos músculos que suportam o reto, útero e bexiga, tendência a desenvolver infeções urinárias e vaginais;
  • Fluidos corporais: retenção de líquidos e aumento da pressão arterial.

Quais são os sinais mais comuns da menopausa?

Embora estes possam variar de mulher para mulher, a grande maioria apresenta alguns destes sintomas que iremos descrever de seguida.

1 – Ondas de calor

Um dos principais sinais são as famosas ondas de calor, ou afrontamentos, que ocorrem no início da menopausa, estima-se que mais de 80% das mulheres sofra deste sintoma.

Os calores são causados pela redução da produção de estrogênio, o que provoca uma desregulação do termostato normal do corpo. Os afrontamentos iniciam-se no período pré-menopausa e costumam durar até 2 anos após a menopausa. Durante o restante do climatério, eles costumam desaparecer, mas cerca de 10% das mulheres permanecem tendo-os por muito tempo, algumas até os 70 anos. A pior fase dos calores costuma ser no ano anterior à menopausa.

As ondas de calor geralmente começam como uma súbita sensação de calor centralizado na parte superior do tórax e rosto, mas que rapidamente se torna generalizada. A sensação de calor dura de dois a quatro minutos, é frequentemente associada a uma transpiração abundante e, ocasionalmente, palpitações. Também são comuns a ocorrência de calafrios, tremores e um sentimento de ansiedade.

2 – Suores noturnos

Os suores noturnos são uma variante dos afrontamentos. Em algumas mulheres, os mesmos ocorrem predominantemente à noite, provocando uma intensa sudorese durante o período do sono. Em muitos casos, esses afrontamentos noturnos atrapalham o sono e agravam os sintomas de cansaço e irritação da fase inicial da menopausa.

O consumo de bebidas alcoólicas durante o dia e um quarto mal ventilado colaboraram para o agravamento dos mesmos.

3 – Distúrbios no sono

Os afrontamentos noturnos, como já referido, são importante causa de perturbação do sono. Eles, porém, não são os únicos. Muitas mulheres na pré-menopausa têm dificuldades para dormir mesmo na ausência dos fogachos.

A insônia pode surgir até 7 anos antes da menopausa e costuma se agravar no último ano da pré-menopausa. Mulheres ansiosas ou deprimidas costumam ser aquelas com maior dificuldade para dormir.

4 – Menstruação irregular

As alterações do período menstrual já podem ocorrer antes mesmo da mulher entrar no período pré-menopausa. Inicialmente as alterações são subtis e incluem mudanças na intensidade do sangramento e encurtamento do ciclo.

Conforme a menopausa vai se aproximando, as alterações menstruais se tornam se mais óbvias. O ciclo agora passa a ser irregular e torna-se mais longo, podendo durar 40 a 50 dias.

A menstruação vai se tornando cada vez mais irregular, até desaparecer. A mulher na pré-menopausa não tem como saber quando será sua última menstruação. O diagnóstico da menopausa só pode ser estabelecido retrospetivamente, quando a mulher completar 1 ano sem menstruar.

5 – Depressão

Mulheres na pré-menopausa têm 2,5 vezes mais chances de entrar em depressão do que em outras fases da vida. O risco é ainda maior naquelas que têm severos sintomas da pré-menopausa, principalmente fogachos e distúrbios do sono. A depressão também pode ocorrer em mulheres que se veem aproximando-se da menopausa e ainda desejam engravidar.

Acredita-se que a redução dos níveis de estrogênio, associada aos sintomas incômodos da pré-menopausa e ao fato da mulher reconhecer que está ultrapassando a fronteira entre a juventude e a velhice, colaborem para uma maior incidência de depressão neste período. Após o primeiro ano de climatério, o risco de depressão começa a cair.

6 – Ansiedade

A ansiedade é provavelmente causada pela queda nos níveis de estrogênio circulantes no corpo, o que reduz a produção de neurotransmissores responsáveis ​​pela regulação do humor, como a serotonina e a dopamina.

7 – Alterações de humor

Pelos mesmos motivos expostos no tópico anterior, a flutuação dos níveis de estrogênio é responsável pela grande variedade do humor das mulheres no período pré-menopausa. Durante um único dia, a mulher pode alternar entre euforia, raiva e tristeza, sem haver um motivo real para tal.

8 – Redução da vontade sexual

As alterações hormonais típicas da menopausa são as responsáveis pela redução da libido na mulher. Além disso, a própria secura vaginal pode tornar o ato sexual doloroso, o que, aliado a uma redução do aporte de sangue para a região vaginal e vulvar pela deficiência de estrogênio, pode reduzir a capacidade da mulher de ter prazer com o sexo.

9 – Dores nas articulações

A saúde das articulações, tendões, ligamentos e músculos também sofre com a queda dos níveis de estrogênio. Cerca de 60% das mulheres na pré-menopausa queixam-se de dores articulares. Mulheres obesas ou com sobrepeso são as que mais têm problemas.

Ao contrário de vários sintomas da menopausa que desaparecem no climatério, as dores nas articulações costumam permanecer.

10 – Cansaço

O cansaço, a falta de energia e a pouca disposição para os afazeres do dia-a-dia também são extremamente comuns antes da menopausa. Eles ocorrem não só pelos desequilíbrios hormonais, mas também pelas alterações de humor e pela falta de sono.

11 – Aumento de peso

O metabolismo e a forma como o corpo armazena gordura vão-se alterando com a redução dos níveis de estrogênio. O gasto calórico do corpo diminui, fazendo com que seja mais fácil engordar com menor número de calorias. Além disso, o corpo passa a ter um padrão de acúmulo de gordura mais parecido com os homens, com mais deposição de gordura na barriga e ao redor da cintura.

12 – Infeção urinária

Assim como ocorre com a vagina, a uretra, canal que transporta a urina vinda da bexiga, é revestida por um tecido muito sensível ao estrogênio. Durante a pré-menopausa ela torna-se mais fina, ressecada, menos elástica e mais irritável, facilitando a invasão por bactérias.

Algumas mulheres podem passar a ter infeção urinária de repetição a partir da menopausa, situação que pode ser contornada com a aplicação de estrogênio vaginal.

13 – Sensação de barriga inchada

Uma sensação de barriga inchada ou distendida é comum no período que antecipa a menopausa. Mulheres que já apresentavam esse sintoma durante a sua menstruação costumam ser as que mais sofrem nesta fase.

Acredita-se que a redução do estrogênio altere a forma com o corpo digere as gorduras da alimentação, fazendo com que haja maior produção de gases, o que seria o responsável pela sensação de barriga inchada.

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“Tratamentos” para atenuar os sintomas da menopausa

Embora a menopausa não seja uma doença, é uma altura bastante desconfortável para as mulheres. Assim sendo, existem alguns tratamentos que podem ser aplicados de forma a melhorar os sintomas. Vamos dar-lhe 3 sugestões que poderá recorrer.

Terapia de reposição hormonal

Na terapia de reposição hormonal (HRT), um ou mais estrogênios, normalmente uma combinação de progesterona com testosterona são administrados para compensar parcialmente a redução dos níveis destes hormônios no organismo, e também na tentativa de manutenção dos níveis naturais. Este era o tratamento mais usado para os sintomas da menopausa até a publicação de dois estudos nacionais de larga escala, em 2002 que investigaram os efeitos da HRT na saúde de mais de um milhão de mulheres.

Os estudos demonstraram que o uso da HRT aumenta significativamente o risco de ataque cardíaco, ocorrência de trombos vasculares, acidente vascular cerebral e câncer de mama. Após a publicação destas descobertas, o órgão americano FDA (Food and Drug Administration) passou a recomendar que as mulheres que queiram usar a HRT, optem pela menor dose e tempo de tratamento possíveis. Também é recomendado que as mulheres que sentem ondas de calor tentem outro tipo de alternativas antes dessa.

Modulador seletivo do recetor de estrogénio (SERM)

SERM constituem uma nova classe de drogas que agem seletivamente como agonistas ou antagonistas dos recetores de estrogênio no organismo. FitoSERM são SERM oriundos de fonte botânica, fazendo-os relativamente mais seguros que outros tipos de tratamento disponíveis.

Suplementos dietéticos alternativos

Suplementos dietéticos alternativos oferecem alívio intenso a moderado dos sintomas da menopausa. Alguns suplementos de fontes botânicas, como os fito estrogénios, são conhecidos por exercerem efeitos estrogénicos no organismo, gerando alívio relativamente moderado dos sintomas da menopausa.

Note que efeitos adversos hepáticos severos têm sido descritos com o uso de black cohosh. Outras mudanças dietéticas também possuem um efeito positivo no alívio das ondas de calor. Estas incluem evitar o consumo de cafeína, bebidas quentes, chocolate, comidas apimentadas e álcool. Acredita-se que certas ervas também possam ajudar na melhoria dos sintomas.

Como ultrapassar a menopausa

Com a chegada da menopausa, um dos sintomas (que mencionamos anteriormente) é o aumento de peso, pois as gorduras passam a acumular-se no sangue, fazendo aumentar os níveis de colesterol (em particular, LDL) e, em consequência, colocando o sistema cardiovascular e nervoso em risco. Excesso de peso, osteoporose e desequilíbrios no metabolismo dos lípidos (gorduras) são os três principais problemas de saúde que prevalecem durante a menopausa.

Mas um estilo de vida adequado pode ajudá-la a preveni-los. Que regras deve então seguir? Vamos dar-lhe umas dicas:

– Aposte nos vegetais

Os seus nutrientes, como a fibra e os fito estrogénios (estrogénios vegetais), ajudam a regular os níveis de colesterol. Para proteger a saúde dos ossos, é também importante que siga uma alimentação rica em cálcio, vitamina D e magnésio.

– Controle o aumento de peso

Para manter o valor ideal, escolha alimentos de baixo teor de gordura e ricos em nutrientes. O nutricionista Nuno Nunes, indica como excelentes exemplos a sopa de legumes, saladas light, legumes, leguminosas, frutos, chá e infusões.

– Pratique mais exercício físico

O ideal é conciliar exercícios aeróbios (como a corrida e a bicicleta, por exemplo) e de resistência (musculação). A menopausa é um dos momentos em que mais pode beneficiar da atividade física. Esta deve ser regular e constante, se possível, diária, de pelo menos 30 minutos, idealmente, uma hora. Tenha em atenção que, atividades como o yoga, o pilates e a natação, são boas opções para manter a forma mas, segundo alguns especialistas, não previnem a perda de densidade óssea, porque não exigem impacto no solo.

– Estimule a memória

Mantenha a atividade intelectual, através de programas que estimulem a memória. Uma alimentação saudável também pode ajudá-la a reforçar as suas capacidades cognitivas. De acordo com o nutricionista, os alimentos ricos em fósforo e ácidos gordos ómega-3, como as nozes, avelãs, leguminosas e peixes gordos, são bons aliados da memória.

A dieta alimentar tem uma importância extrema nesta fase. Por isso, é essencial que siga uma alimentação variada e equilibrada. Comece o quanto antes, mesmo se ainda não tiver entrado na menopausa. Conheça Roda dos Alimentos que te mostra a porções de cada alimento que você deve comer diariamente.

Esperamos que esta matéria a ajude a entrar nesta fase da sua vida que é a menopausa. Todas as mulheres passam por isso, e não é motivo para panicar já! Se tiver alguma questão nos contacte.

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