clínicas de recuperação em SP
clínicas de recuperação em SP

O alcoolismo é uma doença que se caracteriza principalmente pela incapacidade de controle sobre a ingestão de álcool, devido à dependência física e emocional, tendo sido cada vez mais comum se deparar com esse tipo de paciente nas clínicas de recuperação em SP.

Segundo um dado alarmante divulgado pela OMS, 3% da população brasileira com mais de 15 anos é alcoólatra. Esse percentual é aparentemente baixo, mas na verdade, representa mais de 4 milhões de pessoas. 

Além de representar uma das principais causas evitáveis de doenças, o consumo excessivo de álcool acarreta relevantes problemas sociais, sendo responsável por prejuízos laborais e diversos gastos clínicos e psiquiátricos.

De acordo com os pesquisadores do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad), esses números estão intimamente relacionados ao fato de o álcool ser uma droga lícita, além de ser culturalmente aceito pela sociedade.

O uso descontrolado desta substância, destaca-se entre os fatores de risco de maior impacto para a morbidade, mortalidade e incapacidades, sendo associado a quase 6% de todas as mortes no mundo inteiro.

Além disso, o consumo nocivo de bebidas alcoólicas, especialmente durante os episódios de intoxicação, é diretamente proporcional ao risco de ocasionar atos de violência interpessoal, como crimes sexuais, homicídios, e principalmente violência familiar. 

clínicas de recuperação em SP
Imagem: MD Saúde

O álcool é a droga mais consumida pela população brasileira, mas mesmo uma droga lícita, sua venda e consumo não são permitidos para menores de 18 anos.

Apesar disso, um estudo do Cebrid, feito em 2010, concluiu que não só os adolescentes bebem, como o seu padrão mais comum é o Binge Drinking (BD). Três em cada dez entrevistados disse ter consumido pelo menos uma vez no ano anterior à pesquisa.

A Lei 14.592/ 2011, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menores, chegou a autuar 3.310 estabelecimentos até julho de 2021, sendo que 30% foram somente na Capital Paulista.

Uma pesquisa publicada recentemente pela Organização Pan-Americana da Saúde, também confirma uma preocupação que foi levantada logo no início da pandemia de Covid-19, sobre a intensificação do abuso de álcool durante o isolamento.

O estudo foi executado entre 22 de maio e 30 de junho com cerca de 12 mil pessoas de 33 países da América Latina e Caribe, sendo 30,8% brasileiros. Segundo os pesquisadores, o consumo de bebidas alcoólicas vem associado ao aumento do estresse.

52,8% dos entrevistados relataram pelo menos um sintoma emocional como ansiedade, nervosismo, insônia, preocupação, medo, irritabilidade e dificuldade para relaxar durante a pandemia.

Diante de todos esses números e estatísticas preocupantes, fica bem mais claro entender o motivo do aumento da procura por clínicas de tratamento para dependentes químicos em São Paulo

Tipos de alcoolismo encontrados nas clínicas de recuperação em SP

Os efeitos negativos do consumo excessivo de álcool podem gerar consequências no longo prazo e para lidar com esse problema de maneira eficaz, é preciso, antes de tudo, identificar os tipos de alcoólatras.

Existem vários tipos de alcoolismo, que se diferenciam pelas características como idade atual do paciente, idade em que começou a abusar do álcool, idade em que se tornou dependente.

Além disso, o histórico familiar e a presença ou ausência de transtornos mentais ou abuso de outras drogas, são fatores que pesam bastante nos critérios analíticos utilizados pelas clínicas de recuperação em SP.

clínicas de recuperação em SP
Imagem: Agora RN

Essa classificação foi desenvolvida por três instituições americanas, o National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA), o National Institute of Health (NIH) e o National Epidemiological Survey on Alcohol and Related Conditions (NESARC). 

Apesar de não ser usada como diagnóstico pelas clínicas de reabilitação em São Paulo, essa análise primária tem como principal objetivo, facilitar os estudos e guiar pesquisas relacionadas à doença, assim como às formas de tratá-la e preveni-la. 

Alcoólatra jovem adulto

O estudo mostra que 31,5% dos dependentes se encaixam nessa categoria, que corresponde ao maior grupo. Os alcoólatras jovens adultos passam a beber por volta dos 19 anos, chegando à dependência alguns anos depois, na faixa dos 24 anos.

Não é comum que esses pacientes desenvolvam transtornos mentais ou passem a consumir outras substâncias químicas.

Muitos desses jovens ainda estão se graduando na faculdade ou acabaram de sair da casa dos pais e estão vivendo a independência da vida adulta pela primeira vez.

Alcoólatra jovem antissocial

O grupo jovem antissocial é formado por indivíduos que começam a beber por volta dos 15 anos de idade, se tornando dependentes nos primeiros anos da vida adulta, muitas vezes antes mesmo dos 20 anos. 

Cerca de 21,1% dos alcoólatras se encontram nessa categoria, sendo que mais da metade deles apresentam traços de Transtorno da Personalidade Antissocial.

É comum que esses pacientes passem a sofrer de depressão ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo, e que acabam consumindo outras drogas, como cigarro, maconha e cocaína.

Um ponto positivo é que os alcoólatras desse grupo específico, são os que têm as maiores chances de buscar clínicas de recuperação em SP, mas muitos também acabam recorrendo a grupos de apoio, como os Alcoólicos Anônimos, devido ao baixo poder aquisitivo.

Alcoólatra funcional

Os alcoólatras funcionais são aqueles que têm cerca de 40 anos de idade e passaram a ser dependentes depois dos 30 anos, apesar de terem começado a beber ainda no início da vida adulta. 

Os integrantes desse grupo apresentam taxas moderadas de depressão, mas não é comum que venham a desenvolver outros transtornos mentais. Muitos deles fumam cigarros, mas raramente associado ao consumo de outras drogas. 

clínicas de recuperação em SP
Imagem: AMB

Muitos dos alcoólatras funcionais são casados e sofrem por causa da dependência, com apenas 20% deles procurando ajuda profissional, e a maioria recorrendo a grupos de apoio e clínicas de recuperação em SP. 

Alcoólatra crônico

O alcoólatra crônico é o tipo menos comum segundo a pesquisa americana, sendo que apenas 9,2% dos dependentes se encaixam nessa categoria.

Esses indivíduos começam a beber ainda na adolescência e se tornam dependentes em torno dos 30 anos de idade, sendo que 77% deles têm parentes que também sofrem de alcoolismo.

Esse grupo também é o mais predisposto a sofrer com ansiedade, depressão, Síndrome do Pânico e Transtorno Bipolar, além da grande maioria fazer uso de outras drogas. 

O alcoólatra crônico é o que mais sofre com problemas familiares devido a sua dependência, sendo que o número de divórcios e separações são os mais altos quando comparado às outras categorias.

Alcoólatra familiar intermediário

Os integrantes desse grupo são aqueles que possuem parentes próximos que sofrem de alcoolismo. Eles começam a beber no final da adolescência e tornam-se dependentes por volta dos 30 anos de idade.

Os alcoólatras familiares intermediários têm grandes chances de desenvolver transtornos de personalidade, depressão e ansiedade, normalmente fazendo uso de outras drogas, como cigarro, maconha e cocaína

64% dos integrantes desse grupo são homens e costumam ter boa educação, além de serem ativos no mercado de trabalho.

Esses indivíduos não costumam se submeter a tratamento profissional, mas pode recorrer a grupos de apoio, e em alguns casos, ajuda em clínicas para dependentes químicos de São Paulo. 

Como é o tratamento para alcoolismo nas clínicas de recuperação em SP

A investigação diagnóstica de um indivíduo que apresenta sintomas de dependência alcoólica, é feita por meio de uma análise comportamental baseada nos últimos três meses.

Algumas questões primárias precisam ser levadas em consideração, como o nível de dificuldade para conter o desejo de consumir álcool, e o impacto que isso tem causado na rotina do paciente.

Durante essa avaliação individual, a equipe multidisciplinar da clínica de recuperação em SP, precisa verificar se existe mesmo uma dependência alcoólica, ou somente o uso nocivo de bebidas alcoólicas.

Tratamento para dependentes químicos
Imagem: Grupo de Reabilitação

Os fatores mais relevantes a se analisar durante o diagnóstico, a fim de se adotar condutas adequadas ao tratamento são:

    • os níveis de compulsão por bebidas alcoólicas;
    • o afastamento do convívio social;
    • os sinais de abstinência física e mental ao cessar o consumo;
    • a dificuldade em controlar a quantidade de bebida;
    • o desinteresse pelas atividades da rotina.

O tratamento deve ser iniciado quando for constatado que a bebida afeta negativamente o dia a dia do paciente, interferindo em todos, ou na maioria dos quesitos relacionados acima. 

Nos casos de maior gravidade, pode ser preciso optar pela internação e consequente desintoxicação. Essa medida deve ser adotada quando o alcoólatra se torna uma ameaça para sua própria vida, ou para a vida de outras pessoas.

Esse processo pode necessitar ou não do uso de medicamentos para ajudar a diminuir a compulsão, a ansiedade e a dor que a abstinência poderá causar. 

Alcoólicos Anônimos  

O A.A. não está ligado a nenhuma seita ou religião, nenhum movimento político e nenhuma organização ou instituição. O principal propósito dos integrantes é manter-se sóbrios e ajudar outros alcoólicos a alcançarem a sobriedade.

O grupo é considerado como um método de tratamento, no qual os membros ajudam-se mutuamente, compartilhando suas experiências sobre o sofrimento pelo qual passaram, e as conquistas alcançadas a partir da recuperação.

O único requisito exigido para se tornar um membro do A.A., é o desejo sincero de parar de beber. Não há taxas ou mensalidades, com os membros sendo responsáveis pelas próprias contribuições.

Mesmo estando ciente de que o aumento do percentual de alcoolismo é uma triste realidade, o dependente precisa saber que atualmente existem bons grupos de apoio, e excelentes clínicas de recuperação em SP, capacitadas e preparadas para ajudar neste momento tão difícil.  

Alcoólicos Anônimos  
Imagem: Alcoólicos Anônimos

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