Morumbi - estádio do São Paulo
Imagem: Guido Coppa / Unsplash

Com um grande investimento nos últimos anos, o São Paulo parecia ter voltado aos trilhos em 2021 com a conquista do Paulistão, após 16 anos sem esse título, e o bom comando de Hernan Crespo. Entretanto, no fim do ano, o time chega na reta final do Campeonato Brasileiro com risco de cair e com Rogério Ceni novamente no comando.

Mesmo que o pior não aconteça (o rebaixamento), o gosto do torcedor tricolor é amargo na boca. Dá para melhorar para 2022?

Quem acessar as apostas desportivas de futebol em um site como o Sportsbet.io verá que o São Paulo em odds é a quarta ou até a quinta força do futebol paulista, com o Red Bull Bragantino tendo um ano muito mais positivo que o Tricolor. O Santos, assim como o São Paulo, não tem muito do que se orgulhar.

É possível mudar isso em tão pouco tempo?

Rogério Ceni mais uma vez é um para-raios

Quando foi contratado em 2017 para ser o treinador do São Paulo, sem experiência anterior, Rogério Ceni foi colocado entre a torcida e a diretoria, comandada pelo impopular Leco. A sua jornada durou pouco e sua demissão foi uma ferida aberta para todos os torcedores e apaixonados pelo clube. Afinal como demitir um dos maiores, se não o maior, ídolo do São Paulo?

Rogério rodou e voltou ao Morumbi rapidamente após a demissão de Hernan Crespo, que parou de ter resultados após a boa campanha e título no Campeonato Paulista. As eliminações na Libertadores e Copa do Brasil e a campanha medíocre no Brasileirão foram as razões evidentes.

Entretanto o elenco é tão ou mais culpado pela situação atual. Os jogadores da base não conseguem ter regularidade, mesmo os que já estão no elenco principal há mais de um ou até duas temporadas. Contratações caras estão longe de serem inquestionáveis como o atacante Pablo e o goleiro Tiago Volpi. E Daniel Alves, que deveria ser um líder no elenco e referência técnica não conseguiu ser nem um, nem outro, saindo com um acordo que fará seu salário astronômico ser um peso por anos, até quando ele vestir a camisa do Barcelona novamente.

De todos os jogadores atuais do elenco são poucos que deixam o torcedor realmente animado. Isso para não dizer que não há um único nome que empolgue. Mesmo assim é preciso continuar dando espaço para jogadores mais jovens, como Gabriel Sara e Luan, enquanto se confia em veteranos que ainda podem render, como Miranda.

O problema é que Rogério Ceni não terá tempo para desenvolver talentos e montar um time com paciência e derrotas. O 4 a 0 sofrido no Morumbi para o Flamengo foi um duro choque do quão longe o time que era soberano uma década atrás ficou das maiores forças do futebol nacional. Mesmo que o São Paulo tenha batido o Palmeiras no Paulistão, o torcedor sabe que o confronto da Libertadores contra o arquirrival foi a verdadeira referência.

O caminho é a Copa do Brasil

O São Paulo ainda tem grandes faturamentos e numerosas fontes de renda, mas suas dívidas também são grandes. Continuar revelando e vendendo, encher o Morumbi e ter sócios-torcedores e conseguir premiações é um caminho a se seguir. A Copa do Brasil, com sua premiação superior a 50 milhões de reais é uma realidade possível, que o Athletico, por exemplo, sabe aproveitar nos últimos anos.

Por enquanto a Libertadores e Brasileirão são das forças do futebol nacional: Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG. O São Paulo para voltar a ser soberano precisa construir seu caminho pedra a pedra.

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