A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou atualizações em sua Política de Segurança Cibernética (PSC) com base no Decreto nº 12.572/2025 e na Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber). As mudanças visam exigir das empresas do segmento de telecomunicações maior compromisso com a gestão e armazenamento dos dados dos usuários.
A E-Ciber é uma estratégia que foi instituída em 4 de agosto de 2025, estabelecendo diretrizes relacionadas à governança, gestão de dados, educação e capacitação, bem como inovação e outros aspectos relativos à proteção das informações dos brasileiros. Tudo isso representa uma atualização na PSC, sendo um avanço para que os usuários tenham ainda mais proteção ao navegar pela internet.
Nova estratégia exige uso de ferramentas auditadas
O principal diferencial das mudanças implementadas na PSC é a exigência de que os hardwares utilizados para armazenamento de informações sejam devidamente auditados pelas autoridades competentes. Isso significa que empresas do segmento de telecomunicações deverão comprovar, com base em elementos técnicos, que utilizam mecanismos avançados para gerir os dados cadastrados em suas plataformas.
A Estratégia Nacional de Cibersegurança também busca promover o conhecimento relacionado à segurança e proteção no sistema digital. Além disso, fiscalização e outras medidas fazem parte do decreto que efetivou de vez a E-Ciber. Durante o ABES Summit 2025, especialistas debateram o assunto evidenciando a importância do protagonismo empresarial ao longo do processo.
Para Flávia Brito, diretora estatutária da ABES, a segurança vai além da implementação de ferramentas como firewall e antivírus. De acordo com Britto, é necessário que sejam implementadas boas práticas de governança empresarial e estratégias que ajudem o mercado como um todo a se desenvolver de maneira segura.
Na opinião de Raimir Holanda, docente do Programa de Pós-Graduação em Informática Aplicada da Universidade de Fortaleza, existe a necessidade de aplicação do conhecimento, transformando a inovação obtida com pesquisa em resultados reais para os usuários. Na prática, isso pode ser visto com o uso de ferramentas digitais que ajudam a ter mais proteção ao navegar online.
Ferramentas digitais entram como elemento diferenciado na gestão de cibersegurança
Um dos destaques no segmento de cibersegurança foi o surgimento de novas ferramentas para gestão da proteção do usuário. Desde aplicativos em lojas da Google Play ou App Store, até programas e extensões de navegadores podem ser instalados para ajudar o usuário a ter mais segurança.
Tudo começa com a criação de uma senha segura, sem combinações óbvias ou datas comemorativas, por exemplo. Nessa etapa, usar um gerador de senhas confiável é o recomendado para garantir que a palavra de acesso criada seja realmente uma combinação ainda mais difícil de adivinhar. Atualmente, usuários brasileiros conseguem encontrar gerenciadores gratuitos para pessoas e para empresas.
Em entrevista ao programa Bom Dia Pernambuco, Flávia Pinto, especialista em Segurança da Informação, destacou que não devem ser utilizadas senhas fracas como “12345”, utilizar a palavra “senha” na palavra de acesso, entre outras opções vulneráveis. Para Flávia, combinar letras maiúsculas com minúsculas, aliadas a números aleatórios, garantem maior proteção ao usuário, sendo algo que um gerenciador de senha pode gerar em questão de segundos.
Inteligência Artificial aplicada a proteção dos usuários
Os últimos desenvolvimentos do segmento digital têm impactado a indústria de cibersegurança como um todo. Prova disso é como a Inteligência Artificial revoluciona a segurança eletrônica. Com base no relatório “The State of AI Cyber Security”, existe uma maior aplicabilidade da IA na automação visando evitar o avanço de malwares.
Avanços de novas tecnologias, aliadas ao uso de ferramentas que facilitam a proteção do usuário e medidas públicas que visam a exigência de aprimoramentos de governança é a combinação que o Brasil tem apostado para evitar problemas no âmbito da internet. Todas essas mudanças representam um avanço desde que o conhecimento para aplicá-las seja amplamente disseminado.




















