Referenciado por importantes instituições Internacionais como a Biblioteca Nacional da Alemanha, que possui em acervo mais de 23 milhões de obras, e catalogado na famosa Harvard, Yale e em Oxford, três universidades que estão entre as mais importantes do mundo, Manoel Valente é o jurista brasileiro que vem ganhando cada vez mais destaque em diversas frentes: acadêmica – por conta de sua relevância editorial (9 livros publicados na área do direito); e empresarial, uma vez que sua startup SMV já foi premiada e solucionou importantes questões de fraudes no segmento de cartórios do Brasil.

Jurista Manoel Valente
Jurista Manoel Valente – foto: Divulgação

Tais feitos renderam ao jurista uma homenagem do jornalista da Serra Gaúcha João Pulita, que fez publicação em que destaca as qualidades do profissional: “Valente pela própria natureza”.

Leia a publicação, nela, além de um grande jurista, percebe-se também a presença de uma grande personalidade:

  1. O que tem sabor de infância?

O doce da banana que não espera nada em troca, junto com o doce de leite com gemas de ovos. Um sabor que, se fosse sentimento, seria o carinho da avó.

  1. Ao lado de quem (personalidade local ou nacional) você gostaria de ter sentado na época da escola? 

Gostaria de ter sentado ao lado do Frei Jaime, a propósito, acredito ser ele um grande filósofo franciscano, a exemplo de grandes nomes eternos e internacionais, com uma pegada com a questão da valorização do trabalho, que o torna único. Considero-lhe um intelectual completo, dentro daquilo que acredita e que pratica.

  1. Traço marcante de sua personalidade?

Acredito que proporcionar apoio, ao invés de promover lições de moral. Procuro soluções, ao invés de discutir problemas.

  1. Qual talento mais gosta de ter?

A habilidade linguística com as palavras e argumentações.

  1. A melhor invenção do homem? 

A escrita.

  1. Com que mensagem você encara o mundo?

O mundo precisa ser encarado com a aprendizagem de se aceitar e a pessoa só pode se aceitar se tiver o autoconhecimento. A mensagem é de que, quando negamos a existência de algo, isso não faz com que deixe de existir e, pelo contrário, pode provocar consequências negativas para nossas vidas. Assim, encaro o mundo com a prática da aceitação, verificando se posso mudar algo e se quero mudar algo.

  1. Do que precisa para ser feliz?

Desarmar a metralhadora, quando ela estiver cheia de mágoas.

  1. O maior escritor do mundo e sua grande obra?

O maior escritor do mundo é Deus e sua grande obra as vidas humanas. Significa acreditar em destino? Talvez; ainda não sei ao certo sobre os cruzamentos de nossas histórias, mas tenho refletido a respeito.

  1. Gostaria de ter sabido antes….

que algumas pessoas podem, em momentos que estejam próximas e com acesso as nossas emoções, desejar e planejar algo para o nosso mal.

  1. Herói preferido na ficção?

Dom Quixote de la Mancha de Miguel de Cervantes Saavedra, um sonhador ingênuo que transforma a realidade em fantasia para ressignificar suas próprias confusões, encontrando amor nas suas causas, mesmo que aparentemente perdidas.

  1. Frase máxima?

‘Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um efeito, mas um hábito’ (Aristóteles).

  1. O que considera essencial para sobreviver? 

Se sentir vivo em seus ideais, no sentido de viver uma vida plenamente. Ou seja, para sobreviver, é essencial se entender no presente.

  1. O que mais respeita no ser humano? 

A honestidade.

  1. Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa?

Mãe.

  1. Qual a passagem mais importante da tua biografia e que título teria se fosse uma obra?

A vinda para Caxias do Sul, RS. O título seria: o momento que o peregrino decidiu parar. O motivo é que fiz concursos públicos em todos os Estados do Brasil, foram mais de uma década, viajando de lugar em lugar, fazendo provas e mais provas, com diversas etapas que abrangiam provas objetivas, escritas e orais, uma longa jornada. Tive a oportunidade de ser aprovado na grande maioria e ficava imaginando como seria minha vida em cada um daqueles lugares. Eu me sentia como um peregrino, lembro que meus amigos perguntavam quando eu ia parar, sendo que alguns brincavam que eu não ia parar em lugar nenhum, pois eu era como um peregrino. Quando cheguei em Caxias do Sul, foi emocionante conhecer a Igreja São Pelegrino e a construção de uma ideia de peregrino que existe no imaginário da cidade e que, de uma maneira capilar e sutil, traz acolhimento para os que venham a ser seus, em uma lógica de lealdade, comprometimento e responsabilidade inimagináveis.

  1. Qual a sua ideia de um dia perfeito?

Um dia em que a simplicidade se torne o último grau da sofisticação, com toda a minha família e amigos, reunidos e em clima de harmonia. Não precisa ser ensolarado, o que precisa, para ser perfeito, é paz.

  1. Qual é a grande obra cultural da humanidade? 

A grande obra cultural da humanidade é seu patrimônio imaterial com respeito a criatividade humana, capaz de promover a diversidade cultural em cada transmissão de geração em geração, criadas e recriadas pelas interações e sentimentos de lugares, não-lugares, identidades, fragmentariedades e (des)continuidades.

  1. Qual é a tua melhor estação?

Minha melhor estação é a primavera, são cores, aromas e sabores que encantam e tornam diversos momentos mágicos.

  1. Reflexão de cabeceira? 

Os sonhos se eternizam nas nossas memórias e nos sentimentos que nos impulsionam a cumprir as boas promessas que fazemos a nós mesmos, como manifestação do amor próprio e no ideal de continuar, independente do que venha a acontecer.

  1. Se o céu realmente existir, como ele deverá ser para você?

Um lugar em que todos somos iguais, sem nenhum tipo de distinção.

  1. Se você tivesse vindo ao mundo com uma legenda ou bula, o que conteria nela? O seu maior desafio é dominar a si, e não os outros.
  2. Um hábito que você não abre mão?

Tratar bem o próximo.

23. Um projeto para o futuro?

Escrever obras de literatura e humanidades em geral, ao invés de apenas obras jurídicas.

24. Uma fórmula e uma forma de amor? 

A fórmula do amor é aquela que, ao desafiar a regra mais perfeita, não se resolve por nenhuma equação e nem sequer tem resposta, apenas símbolos que formam infinitas possibilidades. Já a forma do amor é “dor que desatina sem doer” (Camões).

25. Um beijo (para quem?), um abraço (para quem?) e um aperto de mão (para quem?): um beijo para meu pai – meu primeiro herói, alguns momentos vilão, hoje meu melhor amigo; um abraço para meus irmãos e um aperto de mão para todos os meus colaboradores e alunos.

Para ler matéria na Integra, acesse: www.pioneiro.clicrbs.com.br

No Instagram @manoelvalentefn, o jurista Manoel Valente compartilha suas rotinas profissionais e pessoais e divide conhecimentos, leituras, experiências e se aproxima dos pesquisadores e alunos.

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